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Palestras sobre advocacia trabalhista, consumerista e previdenciária aperfeiçoam jovens advogados

07/08/2015 19:42h

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Conferências realizadas durante o Mês do Advogado da OAB/RS fizeram parte do Encontro Estadual do Jovem Advogado e agregaram conhecimentos aos profissionais em início de carreira.

O Mês do Advogado da OAB/RS proporcionou palestras para aperfeiçoar conhecimentos da jovem advocacia gaúcha nas áreas trabalhista, consumerista, previdenciária em caráter motivacional para os profissionais iniciantes. As conferências foram promovidas pela Comissão do Jovem Advogado da Ordem gaúcha (CEJA) durante o Encontro Estadual do Jovem Advogado.

A abertura da série de palestras realizadas no auditório da seccional (Rua Washington Luiz, 1.110, 2º andar) foi realizada pela tesoureira da CEJA, Fabiana Lang, que apresentou o conselheiro seccional Gustavo Juchem como palestrante do tema advocacia trabalhista. Paralelamente ao evento, ocorriam no 14º andar da sede da OAB/RS debates sobre as áreas criminal, civilista e familista.

Início de carreira e área trabalhista

Juchem afirmou que, apesar de haver mais de 900 mil advogados no Brasil, há muitas oportunidades para os profissionais. “Para os bons advogados não há falta de demanda”, complementou. Segundo ele, é fundamental a busca por estágios na área durante o curso de Direito. “A prática é um complemento importante à faculdade. Os contratantes valorizam experiências na área. Assista às audiências para ver como os colegas se portam, como tratar o cliente, como fazer uma sustentação oral”, recomendou.

“A parte técnica é importante, mas pode ser desenvolvida. As empresas hoje preferem contratar candidatos com boa postura e conduta ética exemplar. A advocacia é, em sua essência, uma profissão que lida com pessoas, e não apenas com livros”, prosseguiu. Uma área que atualmente proporciona boas possibilidades para os novos advogados, na visão de Juchem, é a de saúde e segurança no trabalho. “Esse é um segmento que poucas pessoas conhecem a fundo por ser multidisciplinar”.

Outras dicas importantes para estudantes de Direito e profissionais em início de carreira foram: vincule-se ou crie uma sociedade com profissionais que você tenha bom relacionamento, ou atue em empresas ou sindicatos que se tenha bons contatos; procure estabelecer escritório próximo ao Poder Judiciário ou à clientela; e faça muito networking, seja publicando textos em sites e veículos especializados ou participando de associações e eventos.

Honorários e área consumerista

O segundo momento da conferência abordou a advocacia consumerista. A primeira exposição foi feita pelo diretor de comunicação e informática da Escola Superior de Advocacia da OAB/RS (ESA), Felipe Waquil Ferraro, que salientou a importância de analisar o processo como um todo ao estabelecer a porcentagem dos honorários. “Não podemos pensar no momento. Temos que saber o preço do nosso trabalho e quanto custa para nos capacitarmos e trabalharmos bem. Montem honorários de forma condizente com a dignidade de cada um”, enfatizou.

Em seguida, o procurador da Fazenda Nacional Luis Alberto Reichelt iniciou sua fala destacando que todos precisam perceber que, em algum momento, defenderão consumidores. “O consumidor muitas vezes não sabe contar sua história. O jovem advogado precisa ter paciência, ouvir mais do que falar, e prestar atenção nos fatos e nos detalhes para saber o que servirá para o processo”, garantiu.

Reichelt também separou a advocacia em dois “tipos”: artesanal e industrial. Em seu entendimento, a artesanal diz respeito aos casos que tratam a matéria de fato, considerando a jurisprudência. Por sua vez, a industrial é mais mecânica, repetitiva, abordando matéria de direito e baseada apenas em livros e petições padrão.

Também destacou mudanças que farão parte do novo Código de Processo Civil (CPC), afirmando que os jovens profissionais se adaptarão rapidamente com a mudança. Reichelt pede atenção para os precedentes dotados de caráter vinculante do novo CPC, que, de acordo com ele, vão gerar processos mais rápidos e redimensionará o Direito. “Jovens advogados, não tenham medo e sejam curiosos. O advogado em essência tem que ser combativo”, concluiu.

Mercado previdenciarista em alta

A palestra sobre advocacia previdenciarista ficou a cargo da membro da Comissão de Previdência Social da OAB/RS (CEPS) Maíra Custódio Mota Guiotto, que foi apresentada pelo secretário-geral adjunto da subseção de Canoas, Charles Pacheco. Ela destacou que esse é um ramo que necessita de constante atualização e que não faltam clientes: “Em algum momento da vida das pessoas a previdência social estará presente”. Clique aqui e faça o download da apresentação.

Maíra destacou os três regimes previdenciários no país: regime geral de previdência social, regime próprio de previdência social e previdência complementar. A partir disso, aprofundou-se em questões sobre atuação dos advogados e traçou um histórico de cada regime. “O advogado tem que ter noção sistêmica de como funciona o sistema previdenciário e o equilíbrio atuarial”, frisou.

A palestrante informou que a atuação consultiva preventiva é um interessante ramo para o profissional atuar, e salientou que o advogado precisa entender sobre ambiente de trabalho e normas regulamentadoras. A respeito de honorários, Maíra entende que as consultas devem ser cobradas. “O advogado previdenciário tem que ter conhecimento para saber se os cálculos feitos por softwares pagos ou por um contador estão corretos. Isso exige custos. Não se pode nivelar por baixo, advogado bom tem que cobrar”, enfatizou.

Ao finalizar, declarou que a melhor forma de propaganda para advogados previdenciários é produzindo conteúdos para informar a população. “Ao publicar textos, vídeos ou simplesmente compartilhar informações úteis à cidadania, o bom advogado será lembrado”, assegurou.

Motivação aos jovens advogados

Para encerrar o Encontro Estadual do Jovem Advogado, a psicóloga especialista em gestão e Planejamento em Recursos Humanos, Joice Bandeira dos Santos, apresentou o painel Competência na Advocacia. Durante a oportunidade a especialista apresentou uma palestra motivacional para os jovens advogados. “Queiram ser a referência na área de vocês, trabalhem motivados a alcançar este objetivo”, afirmou Joice.

De acordo com a psicóloga, um advogado competente deve reunir características essenciais: conhecimento, habilidade, atitude e interesse. Joice também pontou diversas competências referenciais necessárias. Entre elas estão: atuar com flexibilidade, ter autoconhecimento, ter relacionamento interpessoal, equilibrar a vida pessoal com a profissional, fazer o que sabe, ter recursos de conhecimento de vida, exercitar percepção e resiliência.

Ao final dos trabalhos, o presidente da CEJA, Matheus Ayres Torres enalteceu as atividades realizadas ao longo do dia dedicado ao jovem advogado. “Tenho certeza que os colegas que ficaram aqui até o final vão sair contanto o que aconteceu hoje, sabendo que valeu a pena ter participado dos eventos da comissão e da Ordem gaúcha para este Mês do Advogado”, concluiu.

Alysson Mainieri
Jornalista – MTB 17.860

Lucas Pfeuffer
Estagiário de Jornalismo

 

07/08/2015 19:42h



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